Ruídos

 

Os ruídos que por vezes não ouço

zumbem o som de meus abatimentos

e eu só os ouço quando silencio

pela devoção ou dor.

 

Mas eles estão sempre lá e nunca somem, pois quem some sou eu.

 

E a minha alma imoral e frágil

consegue se assustar e dormir com esse barulho,

basta um barulhinho pra me acordar

e me fazer dormir ainda que seja só para dele fugir.

Esses ruídos são a respiração

e os gemidos de minha alma abatida.

 

 

É da minha alma que vem o que mais me assusta.

 

Por vezes esses assustadores sons me convidam à insônia, me arrancam do sono.

Tenho abatimentos doridos que me acompanham, até quando, não sei.

Algumas razões desses abatimentos eu as conheço muito bem, haverão outros motivos? Certamente.

Por isso converso com a minha alma que já se acostumou com os meus sempre ásperos e – nem sempre – carinhosos questionamentos.

 

Às vezes eu acho que esses ruídos são os burburinhos de minhas conversas com a minha alma abatida e febril.

 

Então, agarro-me sempre a uma antiga oração:

Por quê estás abatida, oh! Minha alma?

Espera em Deus, espera em Deus!

 

 

 

 

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