In Dependência

Não é questão
De independência
É de opção
Morte, falência

Chamei pra razão
Irmãos, não nos deram escolhas
Ou aceitamos
Ou ficamos na encolha

Comemoramos
O que imposto foi pela Coroa
Ou brindamos pelo Império
Que sobre nós se amontoa?

Eu dependo
De todo um sistema
Que aos moldes da ameaça
à minha rebeldia pena

Não tenho cavalo branco
Aqui todo dia é morte
Não é questão de independência
Nem coincidência
Ou sorte

In dependência estamos
Assim permaneceremos
Nos trancam em manicômios
Gratos seremos
pelo veneno?

Irmão, pensamento pequeno
Não há o que festejar
Na cracolândia do capital
Continuamos a caminhar

O problema de início
Desde Dom Pedro I
Do Brasil, do estrangeiro
O mesmo vício

É sempre o mesmo dilema
Falta de sorte?
Não!
Sempre foi
Dependência
E como consequência
Morte

Pro trabalhador
Dependência
Morte

Para a periferia
Dependência
Morte

Para nossa juventude
Dependência
Morte

Dependência
Morte

Dependência
Dependência
In dependência

Morte

[ Denis Portela]
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