Cheios de confiança e medos

por Anselm Grün

Foto: Sabrina Araujo

 

Dentro de nós, muitas coisas parecem existir lado a lado, sem formar uma unidade.

Sempre parecemos ser diferentes. Ora sentimo-nos bem, ora estamos tristes. Muitas vezes, nem sabemos por quê.

Sentimo-nos cheios de gratidão; logo depois, nos assaltam irritação e raiva, sem nenhum aviso prévio.

Esses dois sentimentos, gratidão e raiva, parecem não ter nada a ver um com o outro. Existem lado a lado.

Pensamos que a gratidão nos planificará inteiramente e nos acompanhará o dia todo. Mas, de repente, sem perceber, ficamos dominados pela irritação.

Ou pensamos que, finalmente, conseguimos criar confiança – confiança na vida, confiança em nós mesmos, confiança em Deus. Mas, no momento seguinte, voltamos a ficar cheios de medo.

De repente, temos um medo imenso da doença e da morte ou de não vencer o dia de hoje. Nesse momento, achamos que toda a confiança se foi. Pensamos que nossa confiança era apenas uma ilusão, que nos enganamos.

Não conseguimos sintonizar essas duas experiências de confiança e de medo, de fé e de dúvida, de esperança e de desespero. Estão lado a lado – disparatadamente – e nos assustam.

Esses elementos tão diversos e sem relação mutua nos confrontam com a pergunta:

 

“Quem sou eu, verdadeiramente?

Sou uma pessoa que consegue confiar ou uma pessoa cheia de medo?

Ou sou as duas?

Qual é o cerne que mantém tudo unido?”

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