A fome verdadeira

por Anselm Grün

Foto: Sabrina Araujo

 

Um caminho concreto para ficarmos calmos, interior e exteriormente, é o jejum que, hoje em dia goza novamente de grande popularidade.

Quando estou jejuando, por exemplo, ao longo de uma semana, passo por essa experiência: meus movimentos ficam mais calmos, ando mais devagar e sinto que não suporto agitação.

Posso trabalhar e muito, mas quando fico agitado, sinto tontura e percebo como engano a mim mesmo com essas atividades frenéticas.

No entanto, no início, o jejum me confronta com muitos pensamentos e sentimentos que reprimi, sobretudo com a irritação e a decepção.

Sinto que, em outros tempos, muitas vezes, reprimi esses sentimentos e imediatamente, comendo algo. O ato de comer capaz de abafar sentimentos negativos, para eu não precisar sentir a mim mesmo. Quando não cedo à fome, mas a aguento, posso superar o antigo mecanismo.

O jejum me convida a procurar outros caminhos, a saciar a minha fome verdadeira.

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